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Em dois anos e meio de atuação, a Ambiental Crato tratou mais de 1 bilhão de litros de esgoto, serviço que já beneficia 34 mil cratenses com imóveis conectados à rede de esgoto.

Neste início de ano, a Ambiental Crato alcançou uma marca histórica para o município: o tratamento de 1 bilhão de litros de esgoto em dois anos e meio de atuação. O tratamento dessa quantidade expressiva foi possível devido à operação de cinco Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), que recebem o esgoto dos imóveis de vários bairros da cidade, incluindo os mais populosos, como Seminário e Vila Alta.

Obras de melhoria de quatro ETEs e a construção da ETE Pantanal, no bairro de mesmo nome, garantiram o alcance desse resultado. Juntas, as estações são responsáveis por tratar mais de 80 milhões de litros por mês, podendo chegar a 130 milhões. Para se ter uma ideia do montante de esgoto tratado, uma piscina olímpica, por exemplo, possui capacidade de armazenamento de cerca 2,5 milhões de litros. Com 1 bilhão de litros de esgoto daria para encher 400 piscinas olímpicas.

“Hoje, 34 mil cratenses já são beneficiados com o serviço de esgotamento sanitário, a maioria dos bairros atendidos são: Seminário, Vila Alta, Vitória Nossa, Centro, Pantanal, Mutirão, Ossean Araripe, Vila São Bento e Conjunto habitacional Filemon Limaverde”, aponta o gerente da Ambiental Crato, Tadeu Bezerra. Para atender essas e outras áreas do município, a Ambiental Crato estima que foram investidos mais de R$ 40 milhões na implantação de 4,2km de rede coletora de esgoto, na revitalização de 103 km de redes existentes, na manutenção de ativos essenciais à operação, como as próprias Estações, e na contratação de equipes responsáveis pela execução e manutenção dos serviços.

Além da quantidade significativa de esgoto tratado, outro dado que chama atenção é a quantidade de lixo retirado das ETEs, na etapa preliminar de tratamento. No mesmo período, mais de 173 toneladas de resíduos sólidos foram removidas e enviadas para aterro sanitário. Antes da operação da Ambiental Crato, todo esse lixo e outras impurezas presentes no esgoto e danosas ao meio ambiente eram lançados nos rios e riachos do município, poluindo principalmente as águas.

“A presença de resíduos sólidos na rede de esgoto é um risco para o meio ambiente e para a operação de coleta e tratamento de esgoto. Isso porque o lixo não só pode obstruir as tubulações, como danificar equipamentos hidráulicos ou eletrônicos”, explica Tadeu. O gerente também reforça o papel e a contribuição da população para que os serviços da empresa e a própria natureza não sejam prejudicados com o descarte irregular de lixo na rede esgoto. “Para continuarmos avançando com o esgotamento sanitário é fundamental que a população também faça sua parte. A rede de esgotamento sanitário tem a capacidade de receber os esgotos domiciliares provenientes do uso de água em nossas casas, mas não o lixo que possui o seu próprio caminho de tratamento”, esclarece.

Saúde e qualidade de vida

O esgotamento sanitário é um serviço essencial diretamente ligado à saúde da população, como explica o médico sanitarista, Álvaro Madeira Neto. “O saneamento básico é um pilar fundamental quando a gente fala de saúde pública. A falta de saneamento é um dos principais vetores para a transmissão de doenças causadas pelo consumo de água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com esgoto a céu aberto”, destaca o médico citando os problemas de saúde causados à população pela ausência do serviço.

No Crato, a população já observa pontos positivos associados à qualidade de vida, após a ampliação da rede de coleta e tratamento de esgoto. O professor aposentado, Alberto Pereira Lima, morador e uma das lideranças comunitárias do bairro São Miguel, avalia o trabalho realizado pela concessionária e destaca a percepção da sua comunidade. “A Ambiental Crato, desde que entrou no nosso município, vem desenvolvendo um trabalho de saneamento de muita qualidade, melhorando assim, a autoestima da população e fazendo entender que todo o trabalho executado é com muito compromisso, agilidade e competência”, conclui.

Esgotamento sanitário acessível para todos

Até 2033, 90% da população residente na área urbana do Crato e nos distritos de Dom Quintino e Ponta da Serra terão sistema de coleta e tratamento de esgoto, atendendo ao Novo Marco legal do Saneamento que prevê a universalização do esgotamento sanitário. Nos próximos 3 anos, o município terá mais de 50% da população atendida com o serviço.

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